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História

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A Casa Angela foi inaugurada em 2009, por iniciativa da Associação Comunitária Monte Azul. Mas a história da Casa começa bem antes, na década de 1980, com o trabalho de humanização do parto realizado pela parteira alemã Angela Gehrke da Silva na comunidade do Jardim Monte Azul, na zona sul de São Paulo.

Em 1997, Angela fundou a Casa de Parto Monte Azul, primeira casa de parto da cidade, vinculada à Associação. A Casa fechou 2 anos depois mas deu origem à Casa Angela, batizada, assim, em homenagem à parteira. O processo de construção e implantação da Casa Angela foi coordenado pela médica alemã Anke Riedel, que havia voluntariado com Angela e que atua na gestão da Casa desde sua fundação.

Desde 2009, mais de 1.000 bebês nasceram na Casa Angela.

Quer conhecer essa história e saber um pouco mais sobre Angela Gehrke da Silva, uma das pioneiras da humanização do parto no Brasil?

Casa Angela: pioneirismo na humanização do parto

A Casa de Parto Monte Azul, primeira casa de parto de São Paulo, foi fundada em 1997, na comunidade Monte Azul, zona sul da cidade, por iniciativa da Associação Comunitária Monte Azul e da parteira alemã Angela Gehrke da Silva.

Desde a década de 1980, Angela oferecia assistência humanizada ao parto para a comunidade do Jardim Monte Azul e região, no Ambulatório Médico Terapêutico da Associação. Com a criação da Casa de Parto, o objetivo era ampliar o acesso das mulheres ao parto humanizado, além de incentivar o aleitamento materno e contribuir com políticas públicas de humanização do parto.

Em 1999, a Casa de Parto fechou e, no ano seguinte, Angela faleceu, vítima de um câncer. Em 2003, a Associação Comunitária Monte Azul convidou a médica alemã Anke Riedel, que havia trabalhado como voluntária com Angela, para desenvolver, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, o projeto de uma nova casa de parto, batizada de Casa Angela, em homenagem à parteira. Anke coordenou todo o processo de construção e implantação da Casa e atua na gestão desde sua fundação.

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As obras de construção da nova casa começaram em 2006, com o apoio de parceiros internacionais da Associação. Em 2009, a Casa Angela foi inaugurada, ainda sem o Centro de Parto Humanizado, pois, com a mudança de gestão municipal, a parceria com a Secretaria de Saúde não teve continuidade e a Casa Angela teve que iniciar seu funcionamento contando apenas com trabalho voluntário e recursos de parceiros e doadores.

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Os primeiros serviços oferecidos foram consultas e visitas domiciliares para acompanhamento pré e pós-natal; posto de coleta de leite materno; grupos de apoio, cursos e oficinas para gestantes e pais; orientação em planejamento familiar; atividades de educação sexual para adolescentes da comunidade; entre outros.

Em 2012 - com recursos de parceiros, de doadores e de pacientes particulares - o Centro de Parto Humanizado foi, finalmente, inaugurado, completando a estrutura da Casa, que já contava com Ambulatório de Pré-natal e Puericultura e Ambulatório de Aleitamento Materno. Funcionando 24h, a Casa Angela começou, então, a oferecer assistência humanizada ao parto, inclusive para pacientes particulares.

Foi nessa época, também, que a Casa Angela iniciou parcerias com universidades nacionais e estrangeiras e instituições públicas e privadas de saúde. Outra atuação importante da equipe da Casa, desde sua fundação, é a participação em movimentos de mobilização social e articulação política em prol da humanização do parto e em defesa dos direitos da mulher e da criança.

Nos primeiros 6 anos de funcionamento, a Casa Angela se manteve apenas com o apoio de parceiros, doadores e pacientes particulares. O tão esperado convênio com a Prefeitura foi assinado em dezembro de 2015, o que vem possibilitando que a Casa receba recursos do Sistema Único de Saúde e aumente o número de partos realizados. Desde então, qualquer usuária do Sistema Único de Saúde da cidade de São Paulo pode fazer seu parto gratuitamente na Casa Angela.

Desde 2009, mais de 1.000 bebês nasceram na Casa Angela. Com seu trabalho de excelência e sua história de luta pela humanização do parto e pelos direitos da mulher, a Casa Angela, pioneira das casas de parto no país, é hoje referência nacional em parto humanizado.

Para saber mais sobre o trabalho da Associação Comunitária Monte Azul:
www.monteazul.org.br
facebook.com/associacaomonteazul

Angela, a parteira do Monte Azul

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Em 08 de fevereiro 1956, na cidade de Kassel, na Alemanha, nasceu Angela Gehrke. Ainda em seu país natal, se formou parteira e, em 1983, Angela chegou ao Brasil para trabalhar na área de saúde da Associação Comunitária Monte Azul, na favela de mesmo nome, na zona Sul de São Paulo. Por meio do livro “Crianças entre Luzes e Sombras”, de Ute Craemer (fundadora da Associação), lançado na Alemanha, Angela soube do trabalho que a pedagoga waldorf alemã vinha desenvolvendo na comunidade e decidiu contribuir com a iniciativa.

Inspirada por sua formação com o médico obstetra francês Frederick Leboyer, um dos pioneiros do parto humanizado no mundo, e comovida com a falta de acesso das mulheres da comunidade a serviços de saúde adequados, Angela passou a oferecer assistência à gravidez, ao parto e ao pós-parto no Ambulatório da Associação Comunitária Monte Azul.

Numa sala pequena e simples, calorosamente decorada, acolhia as gestantes e seus acompanhantes, acompanhava o parto e depois cuidava da mãe e do bebê em casa.

O atendimento que Angela oferecia logo virou notícia e se espalhou entre as mulheres e adolescentes da favela e dos bairros vizinhos, atraindo um número cada vez maior de interessadas. Com o tempo, a fama do parto humanizado oferecido por Angela na Monte Azul ultrapassou os limites da região e chegou até os bairros mais ricos da capital, de onde muitas mulheres passaram a se deslocar para ter seus bebês com a parteira na favela.

Competente, amorosa, sábia e alegre, Angela não era apenas a parteira, mas uma grande companheira das mulheres. Ao respeitar e fortalecer a autonomia e autoconfiança das gestantes, fazia com que se tornassem protagonistas de seus partos e de suas vidas. Com isso, despertava nas famílias uma reverência ao milagre da gestação, do nascimento e da vida.

Reconhecida por sua competência e contribuição social, Angela era referência em parto humanizado, na década de 1990. Participava ativamente de movimentos e redes pela humanização do nascimento e do parto e era convidada para seminários e palestras em grandes hospitais e faculdades.

Em 1998, Angela adoeceu de um câncer e no ano seguinte retornou à Alemanha para se tratar. Pretendia regressar ao Brasil para retomar seu trabalho como parteira, mas faleceu, junto a sua família, no dia 5 de março de 2000.

Durante os quase 15 anos em que se dedicou à assistência ao parto humanizado em São Paulo, Angela acompanhou mais de 1.500 partos, com baixos índices de intervenção, alto grau de satisfação das mulheres e nenhum caso de morte materna ou neonatal. Com o trabalho pioneiro e de excelência realizado na favela Monte Azul, conquistou a confiança e o apoio da comunidade e de profissionais da saúde para a humanização do parto.

Seu trabalho constitui um importante legado e até hoje inspira mulheres de todas as classes sociais; profissionais, pesquisadores e estudantes da área da saúde; e políticos e movimentos envolvidos com a humanização do parto e do nascimento no Brasil.

Palavras da Angela

"O parto é um momento especial para a mulher e deve ocorrer da forma mais natural possível."

“Para mim não há nada mais bonito que ajudar uma criança a vir ao mundo e eu sinto claramente que a vivência do parto abre um portal importante para a vida toda."

“Para uma mulher, um parto normal é o momento mais intenso que ela irá vivenciar em toda sua vida. Conseguir dar à luz uma criança esperada por 9 meses, aguentar as contrações, acompanhar com seu próprio esforço o aumento da intensidade da dor, até o ponto em que ela se transforma numa alegria muito superior ao sofrimento anterior... tudo isso é uma vitória sem igual na vida dessa mulher.”

“Para o casal, um parto normal vivenciado junto é um momento de muita união, que gera um profundo respeito e carinho do homem pela mulher. Para o nenê, a passagem pelo canal estreito da vagina é uma vivência fundamental para seu desenvolvimento emocional, afetivo e sexual.”

“O futuro da humanidade são as crianças e, quanto mais oportunidades nós lhes oferecermos para que nasçam sem traumas, com muita confiança, mais colaboramos para que esse futuro seja melhor.”

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